quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Reiki | Os Princípios da Felicidade

[Photo by Sandra Chile on Unsplash]

A prática de Reiki torna a nossa vida mais feliz. Não me canso de dizer isto pois, para mim, é uma verdade universal. O Reiki foi a minha luz ao fundo do túnel. Num dos piores momentos da minha vida, o Reiki foi a forma que o Universo encontrou para me dizer que eu tinha uma segunda oportunidade. E, a partir daí, tudo mudou. Eu mudei e foi o Reiki o impulsionador dessa mudança. Daí dizer, constantemente, que a prática de Reiki fez de mim uma pessoa melhor e muito mais feliz.

Hoje partilho contigo uma pequena reflexão sobre os cinco princípios do Reiki. Estes princípios, que aprendemos logo no primeiro nível, são a base da prática de Reiki e de uma vida serena e feliz. Aplicando estes princípios na nossa vida diária, algo muda dentro de nós, no nosso mundo e na nossa relação com os outros. Ficamos mais serenos, mais confiantes, mais bondosos e mais conscientes daquilo que somos e do nosso propósito. Gosto de lhes chamar os Princípios da Felicidade, pois é precisamente isso que representam para mim. [Pessoalmente, gosto de os recitar e escrever na forma positiva, sem incluir o 'não'.]

Só por hoje, sou calma
A correria dos dias, o stress que se vai acumulando e a constante exigência por parte do mundo exterior faz com que nos sintamos sempre exaustos, sempre com a mente repleta de pensamentos que se atropelam e sobrepõem. Cultivar a nossa serenidade interior é o primeiro princípio do Reiki. Construir uma vida mais serena, mais focada no momento presente, aprender a dar um passo de cada vez, com calma, é fundamental para uma vida mais feliz. A serenidade, que eu tanto gosto, é a base de tudo. Se tu conseguires manter a tua serenidade, mesmo naqueles momentos mais difíceis, irás conseguir resolver os teus problemas com maior consciência e sabedoria. Cultiva a tua serenidade, a tua calma interior, para que nada nem ninguém possa abalar essa tua paz de espírito.

Só por hoje, confio
Confiar é um dos nossos grandes desafios. Desde muito cedo somos ensinados a controlar. Controlar as situações, as pessoas, as circunstâncias. Temos essa necessidade de controlo porque temos medo, porque não confiamos na Vida. E essa falta de confiança faz com que não consigamos conectar-nos com a nossa essência e entender aquilo que somos de verdade e qual o nosso propósito. É por isso que é importante aprender a confiar. Confia em ti, nas tuas capacidades, no teu valor. Confia nos teus sonhos. Confia no teu poder interior. Confia na Vida e no Universo. Entrega e confia. Deixa de lado os velhos medos e a necessidade de controlo e confia.

Só por hoje, sou grata
A gratidão é a base primordial de uma vida feliz. Há um pensamento que diz Quanto mais agradeço, mais motivos tenho para agradecer. E é mesmo assim que as coisas funcionam. Passamos muito tempo a queixar-nos daquilo que não temos em vez de agradecer tudo aquilo que temos. Mas é quando começamos a sentir gratidão por tudo o que somos e temos, até pelas mais simples e pequenas coisas, que o Universo nos corresponde e presenteia com coisas maravilhosas. Sê grato. Sê grato pela Vida, que é uma bênção. Sê grato pelas pequenas coisas do teu dia. Sê grato pelas pessoas que tens à tua volta, que te amam e que te ensinam. Sê grato pela pessoa que és.

Só por hoje, trabalho honestamente
O que quer que faças, fá-lo com amor, respeito e dedicação. Para que tal aconteça, deves procurar a tua verdade, aquilo que te apaixona, aquilo que vai de encontro à tua essência. E, então, leva todos esses valores para a tua prática, para o teu trabalho. Sê honesto, em primeiro lugar, contigo próprio. Estás no trabalho certo, no sítio certo? O que podes fazer para melhorar a tua conduta, a tua prática? O que deves trabalhar dentro de ti para que possas fazer o que fazes com amor? São questões sobre as quais vale a pena reflectir.

Só por hoje, sou amável e bondosa
A bondade deve reger a nossa conduta. Em primeiro lugar, devemos aprender a ser bondosos com nós mesmos. E tão difícil que é! É-nos natural sermos bondosos com os outros, mas connosco somos tão cruéis e implacáveis. É importante cultivar a bondade de dentro para fora. Sermos bondosos e compassivos com nós mesmos. E, então, sermos bondosos e compassivos com os outros. Aprende a trabalhar a bondade e a compaixão para contigo próprio. Não te julgues nem te martirizes constantemente. Quando fores bondoso contigo, ser bondoso com os outros será mais fácil e mais natural.

Estes são os cinco Princípios da Felicidade, os cinco princípios que podem mudar a tua vida, da mesma forma que mudaram a minha. Mesmo que ainda não sejas praticante ou terapeuta de Reiki, podes começar a reflectir sobre eles e, se te fizer sentido, caminhar na direcção deste caminho maravilhoso que é o Reiki. Não quero terminar esta reflexão sem antes te aconselhar o livro Reiki - Guia para uma Vida Feliz, do Mestre João Magalhães. É um livro belíssimo, que explica e demonstra como o Reiki é a arte secreta de convidar a felicidade. Espero que tenha gostado desta partilha e que comeces já hoje a fazer da tua vida uma vida ainda mais feliz.

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Querida Fibromialgia | Amar um corpo que dói II

[Photo by NordWood Themes on Unsplash]

Tal como prometido no último post da nossa rubrica Querida Fibromialgia, hoje partilho convosco algumas estratégias que fui desenvolvendo e que me ajudaram a recuperar a minha auto-estima e a fazer as pazes com o meu corpo que dói. Saliento que estas estratégias resultam comigo, o que não quer dizer que resultem com todas as pessoas. Cada caso é um caso, cada pessoa é única e singular e a doença manifesta-se de formas muito distintas em cada uma de nós. Por isso, recebam estas dicas como uma inspiração e não como uma receita milagrosa. Assim como assim, acredito muito que elas podem ser-vos úteis, se mais não for, para vos motivar e fazer acreditar que é possível termos uma relação o mais pacífica possível com o nosso corpo que dói.

Afirmações positivas
Fazer afirmações positivas, em voz alta, é uma grande ajuda. As palavras têm mais poder do que aquilo que possamos imaginar. E quando afirmamos algo positivo em voz alta, várias vezes, o poder dessas afirmações faz eco dentro de nós e muda o nosso estado de espírito, tornando-nos mais positivas, seguras e serenas. Algumas das afirmações positivas que costumo fazer diariamente, e que me ajudaram, e continuam a ajudar, imenso no meu processo de aceitação, são as seguintes:
Eu sou saudável.
Eu amo o meu corpo.
Eu aceito o meu corpo da forma que ele é.
Eu sou mais forte do que a minha dor.
Eu sou mais do que a minha doença.
Eu sou bonita.
Eu sou maravilhosa.
Eu sou uma guerreira.
Eu consigo fazer tudo aquilo a que me proponho.
Eu sou compassiva comigo mesma.
Eu apoio-me.
Eu amo-me, amo-me de verdade, apesar da dor e da doença.

Exercício do espelho
Neste post aqui, falei detalhadamente sobre o Exercício do Espelho. Basicamente, este exercício é mais uma forma de trabalhar o amor-próprio e consiste em, todos os dias, antes de nos deitarmos, olharmos no espelho e elogiarmo-nos por aquilo que conseguimos ao longo do dia. Este elogio é uma forma de reflectirmos sobre o nosso valor, sobre as nossas conquistas, sobre aquilo que conseguimos fazer apesar de termos uma doença que nos condiciona. Confesso que nem sempre é fácil fazer este exercício, principalmente naqueles dias mais cinzentos, mas é precisamente nesses dias que devemos focar a nossa atenção nas coisas boas que fazemos, nas nossas capacidades, nos nossos pontos fortes. 

Meditação
Sou suspeita ao falar sobre meditação, pois é uma das minhas paixões. Comecei a meditar, precisamente, quando fiquei doente. A meditação foi uma das ferramentas mais valiosas que usei para me acalmar, reequilibrar e, a seu tempo, aceitar a doença e a minha nova condição. Além de induzir o relaxamento e ajudar a conciliar o sono, a meditação permite a conexão com a nossa essência, o que nos ajuda a perceber que somos muito mais do que a doença, que é essa essência que nos define e fortalece. Há várias meditações guiadas que podem fazer caso nunca tenham meditado. As minhas preferidas são as da Louise Hay. Basta procurarem no youtube por 'meditações Louise Hay' e irão encontrar uma série de meditações maravilhosas, inclusive meditação de cura interior.

Exercício físico
O exercício físico é muito importante para quem tem fibromialgia. Apesar de nos custar, de nos cansar, é importante ter uma prática regular de exercício físico. Eu sempre fui muito sedentária, não gostava nada de mexer o corpo! Mas quando fiquei doente e fui aconselhada a começar a praticar exercício de imediato, consegui perceber os seus benefícios, principalmente a nível do meu bem-estar mental. A sensação de superação, de dever cumprido, de conseguir ir mais além, tem um grande poder e influência na nossa auto-estima. Cada uma de nós tem de procurar uma actividade adequada para si. Eu faço caminhadas e Yoga, são práticas que, além de me ajudarem a nível da flexibilidade e da força muscular, dão-me prazer e fazem-me sentir bem.

Cuidar de nós
Cuidar de nós não deve ser encarado como futilidade, porque não é. Aliás, cuidar de nós é fundamental para a nossa auto-estima e bem-estar. Desta forma, devemos tirar sempre um tempinho para cuidar de nós. Seja tomar um banho relaxante mais demorado, fazer uma massagem, arranjar o cabelo. maquilhar-nos ou, simplesmente, fazer algo que nos dê prazer, como ler um livro, ver um filme, passear. Este cuidado e atenção para connosco é muito importante e ajuda imenso no processo de aceitação. É como se esses miminhos fossem uma espécie de prémio pela nossa força.

Estas são as principais estratégias que adoptei e que fazem parte dos meus dias, pois todos os dias são diferentes e todos os dias trabalho a aceitação da doença e do meu corpo que dói. Naqueles dias em que me sinto mais em baixo é quando dou ainda mais ênfase a este trabalho. Não é fácil conviver com esta doença, com a dor e o cansaço constante, mas é possível. Com tempo e dedicação, é possível recuperarmos o nosso amor-próprio e perceber o quão especiais e maravilhosas somos. Espero mesmo que esta partilha vos possa ajudar e inspirar. Estamos juntas nesta luta. Somos mais do que a nossa doença!

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Pequenas escolhas que podem melhorar o nosso dia

[Photo by Joanna Kosinska on Unsplash]

Cada dia é um recomeço, uma dádiva do Universo, uma folha em branco onde podemos escrever e desenhar mais um capítulo da nossa vida. E há escolhas, pequenas escolhas, que podem melhorar ainda mais o nosso dia. São coisas simples, à partida sem grande relevância, mas essenciais para que tenhamos um dia mais sereno, equilibrado e feliz. Por isso, hoje decidi partilhar as minhas pequenas escolhas para melhorar os meus [e, a partir de agora, os vossos] dias.

Meditar
Já várias vezes disse aqui que a meditação faz parte da minha rotina. De manhã, logo depois de acordar, faço a minha meditação da manhã. Preparo o meu corpo físico, mental, emocional e espiritual para mais um dia de vida. E faço também a minha meditação da noite, antes de me deitar, para serenar a mente, reequilibrar-me e preparar-me para uma noite de sono tranquilo e reparador.

Agradecer
Há sempre motivos para agradecer.  Quando acordo, a primeira coisa que faço, ainda antes de abrir bem os olhos, é agradecer por mais um dia de vida, por ter um trabalho que me sustenta, por ter as pessoas que amo por perto. Agradecer conseguir sair da cama, mesmo estando doente todos os dias, cansada e cheia de dores, mas nunca desistindo. Agradecer pelos alimentos que vão nutrir o meu corpo. Enfim, agradeço por uma série de coisa. Começar o dia a agradecer é meio caminho andado para que tudo corra pelo melhor.

Libertar pensamentos e pessoas tóxicas
Temos milhares de pensamentos ao longo de um só dia. A maioria deles nem sempre positivos. E convivemos com pessoas quase diariamente, algumas das quais têm o dom de fazer com que tudo pareça cinzento e triste. É desses pensamentos e dessas pessoas, ambos negativos, que temos de nos libertar. Sempre que um pensamento negativo surgir, o segredo é focar a atenção numa coisa boa, ou em algo concreto e até banal, como por exemplo a cor do carro que está a passar à nossa frente. Quanto às pessoas, devemos afastar-nos daquelas com as quais nos sentimos desconfortáveis, em baixo. Se tal não for possível, seja qual for o motivo, devemos mudar a nossa atitude e trabalhar de forma a não deixar que essas pessoas [e a sua negatividade] nos afectem.

Tempo
É importante tirar alguns minutos do nosso dia só para nós, para nos conectarmos com o nosso interior e perceber o que se passa cá dentro. É nestes minutos de silêncio e introspecção que, por vezes, temos as chamadas "ideias iluminadas" e é quando o nosso corpo fala connosco e nos diz que algo está menos bem. É importante serenar a mente sempre agitada para perceber o que se está a passar.

Fazer algo nos apaixone
Por mais preenchido que seja o nosso dia, devemos tentar encontrar um pequeno tempo para dedicar a alguma coisa que nos apaixone Nem que sejam apenas alguns minutos. Ler, escrever, cozinhar, fazer exercício físico, praticar Yoga, fazer uma caminhada, fazer artesanato, enfim, qualquer coisa que façamos com amor e dedicação.

Dizer não à procrastinação
Eu já fui a rainha da procrastinação, perita em deixar para amanhã o que podia fazer hoje. Podia iniciar naquele mesmo dia um novo projectos mas, "olha que gira esta página de facebook, deixa lá ver, são só cinco minutos (que facilmente se transformavam em cinco horas)". Procrastinar é adiar os sonhos. A vida acontece no aqui e agora. Se temos uma ideia que é viável de pôr em prática hoje, vamos lá. Não vale esperar para a amanhã. E, atenção, procrastinar é diferente de descansar e relaxar!

Alimentação consciente
A alimentação é aquilo que sustenta o nosso corpo físico. Precisamos de comer para nos mantermos vivos e saudáveis. Quando aprendemos a amar o nosso corpo, seja ele como for, automaticamente aprendemos a comer melhor, a escolher alimentos mais nutritivos, que sejam bons para o templo que é o nosso corpo. No meu caso, só comecei a gostar mesmo de comer quando comecei a amar-me, quando me tornei vegetariana e adepta de uma alimentação mais orgânica. Escolher alimentos bons, saudáveis, que nos nutrem faz com que nos sintamos mais enérgicos e o nosso dia corre melhor.

Partilhar
Sou uma defensora da partilha positiva. Os nossos pensamentos e as nossas palavras têm poder. Quando decidimos partilhar palavras e pensamentos positivos, cria-se uma espécie de fluxo de energia positiva, e isso é tão bom. Daí que tento sempre partilhar algo positivo, seja nas minhas redes sociais, seja com as pessoas que vou encontrando ao longo do dia.

Espero que estas pequenas escolhas possam inspirar-vos a fazer de cada dia um dia especial. O mais importante é cuidarmos sempre para que nos sintamos bem, serenos, tranquilos e com uma vontade imensa de viver e fazer acontecer.

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Se eu me amasse de verdade, o que faria?

[Photo by Joanna Kosinska on Unsplash]

Esta questão deveria ser a primeira a colocar de cada vez que estamos perante a necessidade de fazer uma escolha. Somos ensinados, desde pequenos, a escolher com a razão e não com o coração. Fazem-nos acreditar que escolher com o coração, tendo em conta as nossas emoções, nos levará por caminhos dúbios e isentos de sucesso ou realização. É uma falsa crença que cresce nas nossas mentes e toma conta da nossa vida.

Quantos de nós já não fizeram escolhas baseadas no medo [medo de não ter sucesso, dinheiro, emprego estável]? Quantos de nós já não escolheram uma área profissional de acordo com os conselhos dos outros, colocando de lado os próprios sonhos? Quantos de nós perpetuam relações, cargos profissionais, estilos de vida, porque não conseguem escolher outros caminhos, os seus verdadeiros caminhos?

O que tem tudo isto que ver com amor-próprio? Tudo. Se nós nos amarmos, se nos amarmos de verdade, iremos gerir a nossa vida e as nossas escolhas de acordo com esse amor. De cada vez que nos depararmos com um dilema, iremos decidir com base no amor que sentimos por nós. E se esse amor for sólido e verdadeiro, a escolha que fizermos será acertada, pois será de acordo com o bem maior que desejamos para nós mesmos.

Escrever estas palavras e reflectir sobre esta questão é algo que me ajuda imenso, principalmente nos momentos de escolha e decisão. Então pergunto-me "Se eu me amasse de verdade, o que é que faria, que escolha faria? Se eu me amasse de verdade, estaria a suportar determinada situação, sabendo que está a fazer-me mal? Se eu me amasse de verdade, que caminho seguiria?" E as respostas surgem, por incrível que possa parecer. E são respostas que vão de encontro a esse amor, que vão de encontro à nossa essência.

É este o desafio que te [me] deixo hoje: reflectir sobre esta questão, perguntares a ti mesmo "se eu me amasse de verdade, o que faria em relação a                       ?"

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

#ésmaisdoqueatuadoença | Entrevista com Diana Florindo


A entrevistada deste mês da nossa rubrica #ésmaisdoqueatuadoença é a Diana Florindo, autora do conhecido blogue No Moustache. A Diana é blogger, empreendedora, desportista, mãe e portadora de Fibromialgia. A forma como encara a doença e vive os seus dias é uma inspiração para mim e, tenho a certeza, para milhares de mulheres que sofrem de dor crónica. É uma honra ter a Diana, uma pessoa que tanto admiro, como entrevistada aqui no blogue. Espero que gostem da entrevista e que se inspirem!


1. Querida Diana, antes de mais, muito obrigada por aceitares este desafio. Para começar esta entrevista, nada melhor do que nos dizeres quem é, afinal, a Diana Florindo?
Olá Catarina, eu é que agradeço o convite deste mega desafio.
A Diana é alguém que adora sonhar, projetar e realizar. Anda sempre com ideias! Não pára muito tempo no mesmo sítio, sente uma vontade enorme de estar em constante movimento, em todas as áreas da sua vida. Monotonia não é para ela. É teimosa e casmurra, mas leva como um elogio e algo que a faz levar a dela até ao fim. Funciona muito bem a nível de projetos. Adora ser mulher e ser mãe. É talvez aquilo que mais prazer lhe dá. Amante da natureza e de tudo aquilo que ela lhe proporciona. O amor é realmente o seu valor mais elevado, e acredita que sem ele não vale a pena viver. Muito resumidamente esta é a Diana.
[Esta pergunta é difícil, ufa (risos).]


2. Tens Fibromialgia, uma doença crónica e incapacitante cujo principal sintoma é a dor. Como foi que tudo se processou no teu caso, desde os primeiros sintomas até ao diagnóstico?
Bom, é um pouco complicado ser explícita em relação a tal questão. Isto porque quando nos é diagnosticado já se passou algum tempo desde os primeiros sintomas e, basicamente, nunca sabemos quais foram os primeiros sintomas. No meu caso e daquilo que acho que é o mais próximo da realidade, aos 27 anos comecei com um cansaço e uma fadiga que não passavam. Tomei vários suplementos, desde magnésio, até multivitamínicos, mas mesmo assim, nada. Depois vieram as dores na zona dos ombros, trapézio, meio das costas e cotovelos. Achei que eram dores musculares, mas a realidade é que não passavam. De seguida a alteração do sono. Sempre dormi “que nem uma pedra” e de um momento para o outro comecei simplesmente a não dormir seguido. Foram-me feitos vários exames e não aparecia nada, teoricamente estava tudo normal. Até que me foi diagnosticado fibromialgia uma ano após ter começado a ser seguida e a realizar exames.


3. Qual foi a tua reacção quando ouviste a palavra crónica?
Senti como se tivesse sido atirada para um buraco sem fundo. Algo crónico é para a vida, e não estava de todo mentalizada em ter algo de menos bom para a vida inteira. Como se tivesse que, de repente, viver com algo que não queria mas que me teria de me habituar, e era bom que fosse depressa, porque será para sempre. Foi estranho, foi avassalador, foi revoltante, foi um monte de pensamentos, de lágrimas, de “porquês”. Até ao dia em que enxugas as lágrimas, levantas a cabeça, e dizes “vais viver comigo a vida inteira não é? Então é bom que te habitues a mim.”


4. Que alterações tiveste de fazer na tua vida e na tua rotina diária?
A primeira foi tornar-me mais organizada. Não era muito organizada, o que me dificultava a vida e colocava-me mais stress em cima. Depois foi a tomada de consciência de ter de me exercitar mais, criar rotinas saudáveis, ter uma alimentação saudável e alcalina, começar a meditar, a ter tempo para mim, a valorizar-me, a valorizar as coisas boas da vida, a desvalorizar o menos bom e a amar-me.


5. Que tipo de tratamentos fazes [convencionais e complementares] para controlar a doença?
Costumo dizer que o meu melhor tratamento é o desporto que pratico. Daí ter lançado no blog a crónica “Desporto para Mulheres com Fibra”. Muitas pessoas com fibromialgia não se exercitam, não praticam actividade física, o que vai fazer com que a doença se agrave. A criação de massa muscular, exercícios de mobilidade e de força são fundamentais para se viver “bem” com esta doença. Parece estranho mas acreditem, quanto mais se mexerem, mais capazes irão ficar. Experimentem!


6. No teu blogue No Moustache, na tua crónica Diário de uma Fibromialgia que não me Vence, escreveste o seguinte: Quando a encaras de frente, quando a assumes, quando a admites, sem rodeios, sem tabus, sem pensares o que os outros vão pensar acerca do assunto, são os momentos que te trazem mais coragem, mais determinação, mais garra. Quando a olhas nos olhos, quando dizes que és tu que tens o comando, que és dona de ti, que sabes o que queres e que vais lutar para tal e que ela não te vai impedir, então estás a vence-la a cada momento. Como foi o teu processo de aceitação da doença?
Como te disse há pouco não foi, de todo, fácil, e acho que não o é para ninguém. Ninguém está preparado para viver com uma doença para toda a vida. Além de não estarmos preparados, é algo que não queremos e não desejamos. O processo de aceitação é talvez o pior processo para alguém com fibro, ou com uma doença crónica. Teres que afirmar para ti própria “ok eu aceito!”, é algo que demora tempo, que corrói, que te revolta, que te faz mandar uns berros bem altos.  Mas quando mais depressa a aceitares, a encarares, mais fácil será para ti viveres com ela. Posso dizer que vivo bem com ela, mas obviamente que viveria melhor sem ela. Mas já a aceitei, já lhe mostrei que é ela que faz parte da minha vida e não eu da vida dela. Que a vida é minha, o corpo é meu e que sou eu que mando e dito as regras. Não me permito a ficar na cama, a deixá-la fazer o que quer, a ir-me abaixo, a ficar no fundo.  Ela é que tem que me acompanhar. Tem que acompanhar os meus sonhos, as minhas realizações, o meu exercício físico diário, os meus momentos de felicidade, as minhas vivências e experiências fantásticas. Quando a aceitas tudo se torna muito mais fácil!


7. E como foi a reacção das pessoas à tua volta? Vivenciaste alguma situação de incompreensão por parte de alguém que te era próximo?
Ainda há muita incompreensão por parte de pessoas que me são chegadas, é algo que me dói e que me custa, mas acredito que com o tempo elas vão querer saber mais e vão querer tomar conhecimento da doença. Não posso é deixar que essa incompreensão me afete a ponto de tirar a minha paz e a minha felicidade. São escolhas que fazemos na vida, e tantas vezes pontes que têm de ficar mais frágeis para que nos doa menos.


8. Como é viver com dor e saber que será sempre assim?
É tomares consciência que tens que ser superior a ela. Mentalizares-te todos os dias que a fibro não te define enquanto pessoa, enquanto mulher, enquanto mãe, enquanto profissional, enquanto ser maravilhoso que és. E quando tens essa consciência arranjas mecanismos para saberes viver com ela.


9. A forma positiva como encaras a doença é uma inspiração para mim e para outras mulheres que estão na mesma situação. Onde vais buscar essa força e essa luz?
Todas nós temos essa força, essa luz, essa garra. Temos é de a procurar em nós próprias. Ninguém, a não sermos nós, a vai dar. E é exatamente essa mensagem que passo no blog. Está tudo em ti! Encontra-te!


10. Em algum momento, a fibromialgia afectou a tua auto-estima?
Claro que sim! Há momentos que me sinto na dúvida se consigo realizar algo, se estou a altura de um desafio, se sou realmente boa naquilo que faço. Sou muito crítica de mim mesma, o que por um lado não ajuda. No entanto, depois também tenho aquele lado de “olha agora… vamos lá mas é em frente e de cabeça erguida”, é o meu lado orgulhoso.


11. Além de empreendedora e blogger, és mãe de uma linda menina! Como sabemos, as mães têm um ritmo de vida muito mais acelerado do que quem não tem filhos. Daí perguntar-te como é ser mãe com fibromialgia?
Falava-te há pouco de organização. E é isso mesmo. É seres uma mãe organizada. Planeares a comida que vais fazer, teres lembretes no telefone para não te esqueceres disto ou daquilo. É olhares para a tua filha(o) e teres ali a maior, a enorme razão para não desistires. Todos nós somos mães de formas diferentes, e acredito que todas elas estejam correctas. Como sou mãe solteira (não gosto de usar este termo porque acho que ser mãe não é estado civil, mas apenas para que possam compreender), tento organizar as coisas de modo a passar tempo de qualidade com a Inês. Alem disso, sou muito adepta da educação através dos exemplos. Mais do que lhe dizer o que está bem ou está mal, é mostrar-lhe e ela vivenciar. Agora não, porque tive que alterar horários (lá está a organização), mas era comum a Inês ver-me a treinar. Tal como é comum ver-me a cozinhar e explicar-lhe o porquê de ter escolhido aqueles alimentos e não outros. Tal como é comum fazer com ela atividades lúdicas. Não é por ter fibro que me vou desleixar no papel de mãe. Muito pelo contrário, quero mostrar-lhe que mesmo com obstáculos conseguimos fazer tudo a que nos propomos. 


12. És a mentora e proprietária do Happy Me, um espaço dedicado ao bem-estar. Como surgiu esse projecto tão bonito? O facto de teres uma doença crónica, e de perceberes que o bem-estar e o cuidar de nós é importante para a nossa auto-estima, contribuiu para a criação da tua empresa?
Sim, sem dúvida! O facto de ter consciência que a mulher é muito mais pressionada a nível da sua imagem que o homem, o facto de viver na geração “Vogue” e das revistas que ditam o que é belo e o que é feio, o facto de conviver de perto com mulheres lindíssimas que se acham horríveis, fez-me querer criar um espaço onde o bem estar é essencial e fundamental para a mulher se sentir bem consigo própria. Muitas das vezes, basta uma massagem relaxante ao final do dia para a semana já ter valido a pena. Nós, mulheres, vivemos numa pressão tal em relação à imagem que andamos sempre com baixa auto-estima porque nunca é o suficiente. Se perdi 5 kg é porque deveria ter perdido 10kg. Nunca estamos satisfeitas. Como se ter estrias, celulite e gordura definisse a pessoa que somos. Mas a realidade é que vivemos com essa pressão. Então criei o Happy Me para poder dar resposta às mulheres que buscam a “perfeição” (se é que ela existe), para poder contribuir para o aumento da auto-estima de cada mulher que passa no espaço, para poder dar confiança a todas mulheres e fazê-las sentirem-se bem consigo próprias. Obviamente que devemos ser a melhor versão de nós próprias e se algo nos incomoda e se estiver ao nosso alcance melhorar acho que sim, mas nunca tornar uma obsessão. Eu costumo dizer: eu tenho celulite, cicatrizes nas pernas dos tempos de miúda quando andava de skate, cicatrizes na cara da varicela e de uma queda, gordura localizada, e não é isso que me faz uma mulher menos bonita ou menos atraente. A beleza está dentro de nós e acredito mesmo neste lema. Quanto mais me sentir bonita, mais espalharei essa beleza. 
O centro de bem-estar deve servir para cuidarmos de nós e não para vivermos obcecadas com a imagem.
Temos também consultas de Life Coach, que têm sido um sucesso, com o objetivo de ajudarmos as mulheres a serem fortes, a sentirem-se bonitas e confiantes. 


13. Quem te acompanha nas redes sociais sabe que és uma amante de desporto e que não consegues passar muito tempo sem treinar ou correr. De que forma adaptaste a tua prática de desporto à fibromialgia?
A prática de desporto, para mim, é fundamental, seja para atenuar a minha fibro, seja para me divertir, seja para me sentir melhor, seja para me sentir mais capaz. Não me vejo a viver sem praticar desporto. Pratico-o, não para ter o corpinho perfeito (seja lá isso o que for), mas para me sentir bem.


14. Que tipos de exercícios/treinos aconselhas a quem tem fibromialgia?
Treino de força e de mobilidade. 
Pratico crossfit (fica tudo a olhar quando digo que tenho fibro e que pratico crossfit) e corrida. Crossfit é um desporto para todos, acreditem. Tudo é adaptável. Experimentem!
Pratiquei durante 3 anos ginástica artística na minha adolescência e ficou cá o “bichinho”, daí também gostar tanto de exercícios de ginástica e mobilidade, que pratico frequentemente. 


15. Como bem sabemos, há alturas em que entramos em crise e as dores e a fadiga são ainda mais insuportáveis. Nesses dias, quais são as ferramentas que usas para não te deixares ‘colapsar’?
Há momentos em que precisamos de repouso para que possamos “carregar baterias”, gosto de chamar assim! Nessas alturas retiro-me. Medito bastante para conseguir controlar as dores, leio mensagens positivas, vejo filmes que me ensinam algo, ouço música que me relaxa e que me traz paz. Cada uma de nós tem de perceber o que funciona consigo. Comigo é isto!


16. O que é que te motiva e dá força para seres mais do que a tua doença?
Olhar à minha volta e ver que há tantas pessoas em situações bem piores que a minha. Que afinal este “probleminha” que eu tenho não é nada comparado com tanta gente. Além disso sou uma sonhadora nata, tenho cadernos cheios de apontamentos de sonhos que quero realizar, quase todos envolvem viagens (risos). E como tal tenho que ter força para os fazer. O facto de ter a minha filha também me dá uma força enorme, uma garra e uma dedicação ao meu bem-estar.


17. Para concluir, que mensagem gostarias de deixar a todas as mulheres que sofrem de fibromialgia e dor crónica?
Que acreditem nelas, que busquem dentro de si a força que têm. Que olhem todos os dias ao espelho e que digam “amo-te”. Que vejam as mulheres guerreiras e lutadoras que são. As mulheres que fazem a diferença, que fazem as coisas acontecerem. As mulheres de garra e de luta que não baixam os braços. As mulheres que não vão desistir de si!



Uma vez mais, agradeço à Diana pela sua generosidade e por ser uma inspiração e um exemplo do que é ser mais do que a nossa doença!


quinta-feira, 9 de novembro de 2017

O que o Reiki me ensinou

[Photo by Kari Shea on Unsplash]

O Reiki foi o início da minha jornada espiritual e de todas as mudanças que tenho feito na minha vida. Numa altura menos boa, em que procurava ajuda para a minha doença para além da medicina convencional, o Reiki surgiu como a luz ao fundo do túnel. Gostei tanto, tanto, tanto, senti-me tão bem, identifiquei-me tanto com a filosofia do Reiki, que foi fácil decidir estudar e fazer a formação de Reiki.

Para quem ainda não sabe, Reiki é Energia Universal, que um terapeuta formado consegue canalizar e transmitir a si próprio e a outras pessoas. É um instrumento de cura fantástico, com um largo espectro de actuação, quer em patologias físicas, quer em desordens emocionais.

Desde que iniciei o meu percurso no Reiki, que tenho aprendido muito, muito, muito. E hoje vou partilhar convosco alguns desses ensinamentos.

Ser mais calma. Sempre fui uma pessoa ansiosa, acelerada e que sofria muito por antecipação. Como já uma vez aqui partilhei, a minha ansiedade conduziu-me a ataques de pânico e a uma vida condicionada. Com o Reiki, aprendi a ser mais calma e a viver mais no aqui e agora. Aliás, um dos princípios do Reiki é, precisamente, "Só por hoje, sou calma", e tento colocá-lo em prática todos os dias.

Confiar. O Reiki também me ensinou a confiar. A confiar em mim e nos meus sonhos. A confiar na minha intuição. A confiar nas minhas capacidades. A confiar no Universo e em que tudo vai dar certo. Confiar implica entregar e acreditar. E é das coisas mais bonitas quando confiamos e o Universo nos retribui com a concretização dos nossos desejos.

Ser grata. Mais um grande ensinamento do Reiki. Passamos metade da nossa vida a desejar aquilo que não temos em vez de agradecermos aquilo que temos. Desde que iniciei este meu percurso que o a gratidão faz parte da minha rotina. Todos os dias, antes da minha meditação da noite, agradeço. E agradeço por tudo mesmo, até pelas coisas mais simples e que tantas vezes menosprezamos. A gratidão é uma das bases da felicidade.

Amor incondicional. Reiki é amor incondicional. Em primeiro lugar, amor por nós mesmos, pois só amando incondicionalmente quem somos é que podemos amar incondicionalmente os outros. Amor incondicional pela nossa prática, pela entrega ao outro no processo de cura do qual fazemos parte. Amor incondicional pela natureza, que nos presenteia todos os dias. Amor incondicional pelas pequenas grandes coisas e momentos que preenchem os nossos dias.

Origem emocional das doenças. O Reiki ensinou-me também que grande parte das doenças que se manifestam no nosso corpo físico têm uma origem emocional. Traumas, acontecimentos dolorosos, crenças, tudo fica registado no plano emocional, acabando por se reflectir no plano físico.

Aceitar a minha doença. E por falar em doenças, o Reiki foi uma ferramenta fundamental para o meu processo de aceitação da fibromialgia. Além de aliviar a dor no plano físico, o Reiki ajudou-me no meu processo de cura interior, que foi fundamental para que eu encarasse a doença de forma mais serena e menos resignada.

Querer aprender mais. Como já referi, o Reiki foi o início da minha aprendizagem e formação enquanto terapeuta holística. Depois do Reiki, senti um profundo desejo de continuar a estudar e a aprender mais e mais, daí ter continuado a fazer formação noutras áreas [massagem terapêutica, sacro-craniana, Ayurveda...]. E ainda tenho tanto, tanto para aprender. É um mundo infinito em que quanto mais sei, mais quero saber.

Quando digo que o Reiki mudou a minha vida, não estou a exagerar. Se não fosse o Reiki, muito provavelmente não estaria aqui, a escrever estas palavras, a fazer aquilo que gosto, a evoluir espiritualmente. Sou uma pessoa muito mais completa, muito mais serena e muito, mas muito mais feliz depois do Reiki. Por isso, sou imensamente grata. Grata ao Universo, por me ter guiado neste sentido. Grata à minha Mestre de Reiki, terapeuta e amiga querida Sónia Marinheiro, por me ter ensinado e ajudado em tudo. E grata a todos aqueles que confiam em mim para os ajudar no seu processo de cura. O Reiki é maravilhoso. É mesmo! Se tiverem oportunidade, não deixem de experimentar!

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Inspirações | "A Vida Resolve-se Sozinha" - Catarina Beato

[Photo by Gaelle Marcel on Unsplash]

"A vida resolve-se sozinha."

Deparei-me com esta citação da Catarina Beato num dos momentos menos bons da minha vida [tinha sido diagnosticada com fibromialgia há pouco tempo, estava deprimida, com a auto-estima arrasada, e sem saber o que fazer à minha vida]. Demorei algum tempo até entender o verdadeiro significado da mesma, mas hoje compreendo na perfeição.

Quando estamos mergulhados num estado de tristeza, mágoa e dúvida, quando nada parece fazer sentido, quando chegamos ao fundo do poço, ao limite entre o chão e o precipício, não temos clareza suficiente para enxergar a realidade à nossa volta e muito menos para delinear soluções. O melhor que podemos fazer é parar. Parar e acalmar a nossa mente, o nosso coração. Deixar de criar resistência e permitir que as coisas fluam e voltem ao seu estado de equilíbrio. No fundo, permitir que a vida se resolva sozinha. E, por incrível que possa parecer, é precisamente isso que acontece. Quando deixamos de forçar as coisas, quando deixamos de querer controlar tudo e todos, a todo o custo, as coisas voltam ao seu lugar, de forma serena.

Acreditar que a vida se resolve sozinha não significa assumir uma postura passiva. Acreditar que a vida se resolve sozinha significa, simplesmente, permitir que tudo volte ao seu lugar e que também nós voltemos ao nosso estado de equilíbrio. Porque tudo acaba por se resolver. As peças acabam por encaixar. A poeira assenta. As soluções aparecem. E o sol volta a brilhar na nossa vida. Só temos de permitir e confiar.

Aproveito para agradecer à Catarina Beato, de quem sou seguidora e admiradora há muitos anos, por ter partilhado esta sua filosofia de vida que tanto sentido me faz. Se não tivesse "tropeçado" nesta citação e reflectido sobre ela, talvez ainda estivesse mergulhada num círculo vicioso de resistência. Obrigada Catarina, por continuares a ser uma inspiração, a todos os níveis.